Não me lembro quando tenha sido a última noite tão triste.
Talvez ontem ...
Antes de ontem ...
Para o meu estado de espírito talvez basta escurecer.
Acontece que venho aqui triste. Porque sou dona de uma revolta. Mas é apenas uma revolta, e não uma revolução ... e é ISSO que me entristece!
Me entristece muito ...
Mas é que para qualquer revolução, além do caos, também é necessário certa direção.
E eu que tento destruir direções o tempo todo.
Nem sei se quero direção ... mas não consigo deixar de sentir revolta.
Vou me indignar e mandar que todos percam direção quando me sinto triste por não saber o que quero? Além de quê, quando se quer de verdade não se tem dúvida...
Vou dizê-las pra não ter direção quando me sinto perdida por não querer nada?
...
A pouco tempo cheguei a conclusão de que estava tudo certo ... que era tudo assim mesmo ... e que é assim que as coisas nunca chegariam a lugar nenhum ... que assim seguiriam o infinito natural de tudo ....
Mas agora quando vejo tudo certo assim, também me sinto triste. Porque eu não quero nada ... e quando quis não consegui.
Pois devo sempre estar fugindo.
Talvez eu não consiga mesmo chegar a lugar nenhum, por isso queira acreditar que bom é o contrário disto.
Mas no momento não há lugar pra onde olhe que me dê alegria.
O que me faz bem anda me fazendo mal.
O que alivia traz mal pior.
E eu decidi matar essa Talita. Pela primeira vez fora de uma TPM.
Eu tô entendiada com todas essas besteiras que fico dizendo.
Eu me sinto pequena quando tenho direção. E triste quando não tenho.
Que algém me salvasse. Que alguém me encantasse. Que me mostrasse algo surpreendente.
Mas agora eu não quero mais. Essa Talita não me faz bem. E decidi acabar com ela ...
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