Agora eu estou mais tranqüila. Estou mais calma.
Acho que me sinto assim quando me sinto sem nada.
Quando sinto como se estivesse tudo de certa forma perdido.
Daí sou obrigada a me tranqüilizar, porque não tenho mais nada a perder, então não há porque desespero.
Até porque o “ter” é mera ilusão não é mesmo?
E talvez essa sensação de “não ter” seja eu fingindo que compreendo isso realmente.
rs
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26 de dezembro de 2010
25 de dezembro de 2010
Será isso?
Realmente, agora parece que nada me leva para muito longe da minha consciência.
E eu sempre tenho que voltar, mesmo que tente evitar ou prorrogar.
Mas já ficou muito cara essa minha pesquisa. Essa minha fuga. Esse meu disfarce.
E me sinto devendo ao mundo. Devendo-me. Devendo-me ao mundo.
E quando penso, me desespero. Parece tarde.
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Mas há pouco me vi andando como quem não queria chegar.
Porque eu estava voltando. E me flagrei fugindo.
Eu me vi sem vontade de mim. Tive vergonha, tive tristeza.
E como é que vou olhar para minha cara?
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E eu sempre tenho que voltar, mesmo que tente evitar ou prorrogar.
Mas já ficou muito cara essa minha pesquisa. Essa minha fuga. Esse meu disfarce.
E me sinto devendo ao mundo. Devendo-me. Devendo-me ao mundo.
E quando penso, me desespero. Parece tarde.
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Mas há pouco me vi andando como quem não queria chegar.
Porque eu estava voltando. E me flagrei fugindo.
Eu me vi sem vontade de mim. Tive vergonha, tive tristeza.
E como é que vou olhar para minha cara?
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23 de dezembro de 2010
Raiva
Eu estive querendo exteriorizar algo que não consegui. Digo nas últimas horas, últimos momentos talvez. E já se trata de outra coisa.
Existe um tipo de raiva contido em mim recentemente. E não sei canalizar. Isso me consome.
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Por que é que quando nos sentimos extremamente feridos por alguém nós não pensamos em quando ferimos alguém seriamente?
Hoje eu experimentei fazer isso. E dói.
Porque é você pensar na situação de agressão enquanto sente uma dor por ter sido agredido. Fácil condenar o agressor. Mas se você, neste momento, coloca o seu rosto na figura de quem agride, você conseguirá facilmente se condenar, porque sente a dor que aquilo causa.
E ninguém quer se condenar, não é mesmo? É mais fácil só querer e se dizer enxergar as nossas razões.
Eu nem sei se esta situação que coloquei pode fazer realmente bem, por acarretar certa culpa a si mesmo a quem faz. Mas parece nobre agir desta maneira. Porque acaba não dando vontade de agredir mais ninguém. Sei que já é de minha essência, mas isso me faz ver muito mais sentido em o fazer.
______________________________________________
Eu perco o sono. É essa raiva contida em mim. Essa sensação de impotência. Porque eu não posso fazer nada com uma raiva deste nível assim. Eu só posso tentar convertê-la. Mas convertê-la em quê? Convertê-la como? Quando esse nosso extinto animal quer mesmo é destruir... quer se vingar.
Como construir? O quê construir?
Penso que já que tendo a levar comigo o “me sentir culpada” quando lembro do que a minha raiva quer fazer com as pessoas, e que faço isso sem querer me preocupar com a culpa dos outros, então em contrapartida desta raiva eu posso é construir em mim. Como um tipo de merecimento. Mesmo que seja tão perigoso e delicado julgar sobre merecimento.
Essa raiva talvez possa ser uma revolta, se ela mudar alguma coisa. Ela pode ser uma revolução, se ela mudar tudo. Ela pode ser chamada de tristeza, se eu não me sentir forte pra fazer algo por ela. Pode ser chamada de devaneios de alguém “doente” se eu sair por aí a exteriorizando sem foco. Pode ser chamada de força se eu conseguir convertê-la em coisas boas. Ela pode ser chamada muitas coisas...
Essa raiva reflete minha inconformidade com a dor que nos causamos.
E eu sei do que eu queria que ela fosse. Eu queria ser nobre. Eu queria ser grande. Eu queria ser boa. E queria aproveitar esta energia.
E eu preciso saber ...
E eu preciso olhar mais seriamente pra mim, já que penso em me ajudar...
As vezes eu não consigo, aliás na minha vida eu consegui muito pouco fazer isso.
Mas hei.
Existe um tipo de raiva contido em mim recentemente. E não sei canalizar. Isso me consome.
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Por que é que quando nos sentimos extremamente feridos por alguém nós não pensamos em quando ferimos alguém seriamente?
Hoje eu experimentei fazer isso. E dói.
Porque é você pensar na situação de agressão enquanto sente uma dor por ter sido agredido. Fácil condenar o agressor. Mas se você, neste momento, coloca o seu rosto na figura de quem agride, você conseguirá facilmente se condenar, porque sente a dor que aquilo causa.
E ninguém quer se condenar, não é mesmo? É mais fácil só querer e se dizer enxergar as nossas razões.
Eu nem sei se esta situação que coloquei pode fazer realmente bem, por acarretar certa culpa a si mesmo a quem faz. Mas parece nobre agir desta maneira. Porque acaba não dando vontade de agredir mais ninguém. Sei que já é de minha essência, mas isso me faz ver muito mais sentido em o fazer.
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Eu perco o sono. É essa raiva contida em mim. Essa sensação de impotência. Porque eu não posso fazer nada com uma raiva deste nível assim. Eu só posso tentar convertê-la. Mas convertê-la em quê? Convertê-la como? Quando esse nosso extinto animal quer mesmo é destruir... quer se vingar.
Como construir? O quê construir?
Penso que já que tendo a levar comigo o “me sentir culpada” quando lembro do que a minha raiva quer fazer com as pessoas, e que faço isso sem querer me preocupar com a culpa dos outros, então em contrapartida desta raiva eu posso é construir em mim. Como um tipo de merecimento. Mesmo que seja tão perigoso e delicado julgar sobre merecimento.
Essa raiva talvez possa ser uma revolta, se ela mudar alguma coisa. Ela pode ser uma revolução, se ela mudar tudo. Ela pode ser chamada de tristeza, se eu não me sentir forte pra fazer algo por ela. Pode ser chamada de devaneios de alguém “doente” se eu sair por aí a exteriorizando sem foco. Pode ser chamada de força se eu conseguir convertê-la em coisas boas. Ela pode ser chamada muitas coisas...
Essa raiva reflete minha inconformidade com a dor que nos causamos.
E eu sei do que eu queria que ela fosse. Eu queria ser nobre. Eu queria ser grande. Eu queria ser boa. E queria aproveitar esta energia.
E eu preciso saber ...
E eu preciso olhar mais seriamente pra mim, já que penso em me ajudar...
As vezes eu não consigo, aliás na minha vida eu consegui muito pouco fazer isso.
Mas hei.
Só de agora!
Hoje, agora, escrevo para ver se me vejo. O problema na maioria das vezes é não olhar para si mesmo, não se perceber. E penso que enquanto eu não couber bem dentro de mim, o mundo nunca me parecerá confortável.
No momento não tenho nada que me tire sensações, e nada que me impeça de sentir o que vivo. Também nada que me dê sensações, e nada que me faça sentir o que eu não vivo.
Mas ainda há minha ilusão ... ainda há minha esperança desesperada atrás de boas paisagens.
Sabe?! É difícil colocar tudo dentro da mesma vida. E quantas vidas seriam necessárias para tudo que se precisa, para tudo que se quer e para tudo que sonha?
Eu tento me resumir pra ver se entendo. Tento ser uma só. Eu tento a constância, e tento o estável. Mas cada vez que tento, cada vez que penso, cada vez que aprendo, e cada vez que faço, o que acontece é que surgem mais algumas de mim, e morrem algumas. Daí as estradas começa a se mexer, vejo curvas virando retas e retas virando curvas, mudam os destinos, mudam os sentidos, mudam as placas, e surgem novos caminhos.
E daí por onde vou? Por onde vamos? E aonde estamos afinal?
Eu vou por vários caminhos. Assim só pra conhecer mesmo. Assim só por não saber por onde ir. “Ou por ter medo de ir por onde eu queira realmente.”
Mas companhia sempre se encontra. Às vezes até quando não se quer. E elas me incentivam a caminhar, seja por onde for, e seja para onde for. Porque daí eu tenho outras pessoas para mirar, e isso tira a minha mira de mim quando conveniente.
E as companhias me incentivam, mesmo que não tenham vindo comigo, e mesmo que não pretendam me acompanhar até o final. É só porque estão na mesma estrada. E as pessoas não gostam de se sentir sozinhas, pois têm medo de si mesmas, não é o que dizem? Têm medo pois são estranhas a si mesmas, não se conhecem. Assim como eu. Apenas se imaginam. E se tratando de imaginação, podem ser o que quiserem, até perceberem que não ...
No momento não tenho nada que me tire sensações, e nada que me impeça de sentir o que vivo. Também nada que me dê sensações, e nada que me faça sentir o que eu não vivo.
Mas ainda há minha ilusão ... ainda há minha esperança desesperada atrás de boas paisagens.
Sabe?! É difícil colocar tudo dentro da mesma vida. E quantas vidas seriam necessárias para tudo que se precisa, para tudo que se quer e para tudo que sonha?
Eu tento me resumir pra ver se entendo. Tento ser uma só. Eu tento a constância, e tento o estável. Mas cada vez que tento, cada vez que penso, cada vez que aprendo, e cada vez que faço, o que acontece é que surgem mais algumas de mim, e morrem algumas. Daí as estradas começa a se mexer, vejo curvas virando retas e retas virando curvas, mudam os destinos, mudam os sentidos, mudam as placas, e surgem novos caminhos.
E daí por onde vou? Por onde vamos? E aonde estamos afinal?
Eu vou por vários caminhos. Assim só pra conhecer mesmo. Assim só por não saber por onde ir. “Ou por ter medo de ir por onde eu queira realmente.”
Mas companhia sempre se encontra. Às vezes até quando não se quer. E elas me incentivam a caminhar, seja por onde for, e seja para onde for. Porque daí eu tenho outras pessoas para mirar, e isso tira a minha mira de mim quando conveniente.
E as companhias me incentivam, mesmo que não tenham vindo comigo, e mesmo que não pretendam me acompanhar até o final. É só porque estão na mesma estrada. E as pessoas não gostam de se sentir sozinhas, pois têm medo de si mesmas, não é o que dizem? Têm medo pois são estranhas a si mesmas, não se conhecem. Assim como eu. Apenas se imaginam. E se tratando de imaginação, podem ser o que quiserem, até perceberem que não ...
16 de dezembro de 2010
Como que é sentir?
Não sei como começar, porque recentemente estou tendo certos problemas com o meu pensamento. Ele não tem começo nem fim. Quando quero devo me enfiar por qualquer das partes, qualquer dos lados, qualquer dos pontos, por qualquer das oportunidades. Mas assim cada vez que entro nele, a imagem que me vem aos olhos e a emoção é uma diferente! E assim eu posso fazer o planejamento que for da minha vida, que eu sei que dali a pouco tempo eu estarei me sentindo diferente e que vou querer mudar os planos. Mas poxa vida, eu sou tão ligada a esse negócio de querer perceber e viver minha essência da forma mais pura, que não gosto de plano adulterado. Eu quero só o plano A, feito com base direta em toda a emoção que tirei de minha essência naquele momento. E se ele tiver que mudar no percurso, então eu não quero mais, eu tenho medo. Medo de não ser quem sou suposta.
Percebe o erro?
É difícil para mim perceber. O mais óbvio me parece ser o MEDO. E também eu pensar que vou conhecer minha essência assim desta forma. Porém, como é que eu faço um plano com base em emoção?
O que é a emoção, afinal?
Segundo o dicionário:
Emoção: Abalo moral ou afetivo; perturbação, geralmente passageira, provocada por algum fato que afeta o nosso espírito (boa ou má notícia, surpresa, perigo): a homenagem causou-lhe grande emoção.
Repito: Como é que eu faço plano com base em emoção?
Só pode ser um plano de defesa então, já que emoção é um tipo de abalo.
E parece que é isso que eu acabo fazendo mesmo. Por isso o medo de ter que mudar o plano no meio do percurso. O próprio plano já foi feito com base no medo.
Mas e o sentimento, o que é?
Segundo o dicionário:
Sentimento: Ato ou efeito de sentir. / Aptidão para sentir; sensibilidade. / Sensação íntima, afeto: os sentimentos de um pai. / Conhecimento imediato; intuição: tem o sentimento de seu valor. / Dor, mágoa, desgosto. / &151; S.m.pl. Qualidades ou tendências morais: estar animado de bons sentimentos. / Pêsames: aceite meus sentimentos.
Acho que com base em um sentimento você pode sim fazer um planejamento. Mas é sentimento, e não emoção.
Eu acho que acabo confundindo.
É difícil perceber as origens da emoção, e assim logo reconhecê-la. Sem confundí-la com sentimento ou sem transformá-la mesmo em sentimento. Sentimento este que seria de defesa também, já que com base na emoção.
E é ainda mais difícil quando você costuma se enganar. E encontrar outros motivos para aquilo que te impede de avançar, para disfarçar seus medos, não ter de encará-los.
Percebe o erro?
É difícil para mim perceber. O mais óbvio me parece ser o MEDO. E também eu pensar que vou conhecer minha essência assim desta forma. Porém, como é que eu faço um plano com base em emoção?
O que é a emoção, afinal?
Segundo o dicionário:
Emoção: Abalo moral ou afetivo; perturbação, geralmente passageira, provocada por algum fato que afeta o nosso espírito (boa ou má notícia, surpresa, perigo): a homenagem causou-lhe grande emoção.
Repito: Como é que eu faço plano com base em emoção?
Só pode ser um plano de defesa então, já que emoção é um tipo de abalo.
E parece que é isso que eu acabo fazendo mesmo. Por isso o medo de ter que mudar o plano no meio do percurso. O próprio plano já foi feito com base no medo.
Mas e o sentimento, o que é?
Segundo o dicionário:
Sentimento: Ato ou efeito de sentir. / Aptidão para sentir; sensibilidade. / Sensação íntima, afeto: os sentimentos de um pai. / Conhecimento imediato; intuição: tem o sentimento de seu valor. / Dor, mágoa, desgosto. / &151; S.m.pl. Qualidades ou tendências morais: estar animado de bons sentimentos. / Pêsames: aceite meus sentimentos.
Acho que com base em um sentimento você pode sim fazer um planejamento. Mas é sentimento, e não emoção.
Eu acho que acabo confundindo.
É difícil perceber as origens da emoção, e assim logo reconhecê-la. Sem confundí-la com sentimento ou sem transformá-la mesmo em sentimento. Sentimento este que seria de defesa também, já que com base na emoção.
E é ainda mais difícil quando você costuma se enganar. E encontrar outros motivos para aquilo que te impede de avançar, para disfarçar seus medos, não ter de encará-los.
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