Hoje, agora, escrevo para ver se me vejo. O problema na maioria das vezes é não olhar para si mesmo, não se perceber. E penso que enquanto eu não couber bem dentro de mim, o mundo nunca me parecerá confortável.
No momento não tenho nada que me tire sensações, e nada que me impeça de sentir o que vivo. Também nada que me dê sensações, e nada que me faça sentir o que eu não vivo.
Mas ainda há minha ilusão ... ainda há minha esperança desesperada atrás de boas paisagens.
Sabe?! É difícil colocar tudo dentro da mesma vida. E quantas vidas seriam necessárias para tudo que se precisa, para tudo que se quer e para tudo que sonha?
Eu tento me resumir pra ver se entendo. Tento ser uma só. Eu tento a constância, e tento o estável. Mas cada vez que tento, cada vez que penso, cada vez que aprendo, e cada vez que faço, o que acontece é que surgem mais algumas de mim, e morrem algumas. Daí as estradas começa a se mexer, vejo curvas virando retas e retas virando curvas, mudam os destinos, mudam os sentidos, mudam as placas, e surgem novos caminhos.
E daí por onde vou? Por onde vamos? E aonde estamos afinal?
Eu vou por vários caminhos. Assim só pra conhecer mesmo. Assim só por não saber por onde ir. “Ou por ter medo de ir por onde eu queira realmente.”
Mas companhia sempre se encontra. Às vezes até quando não se quer. E elas me incentivam a caminhar, seja por onde for, e seja para onde for. Porque daí eu tenho outras pessoas para mirar, e isso tira a minha mira de mim quando conveniente.
E as companhias me incentivam, mesmo que não tenham vindo comigo, e mesmo que não pretendam me acompanhar até o final. É só porque estão na mesma estrada. E as pessoas não gostam de se sentir sozinhas, pois têm medo de si mesmas, não é o que dizem? Têm medo pois são estranhas a si mesmas, não se conhecem. Assim como eu. Apenas se imaginam. E se tratando de imaginação, podem ser o que quiserem, até perceberem que não ...
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