29 de abril de 2014

Desconexando

Faz tempo que não escrevo... Sempre acabo postergando e adiando o momento de escrever, da mesma forma que postergo e adio o momento de pensar em mim... Mas será que isso é verdade? Será que eu realmente adio o momento de pensar em mim? Ou será que eu penso em mim o tempo todo? Às vezes tenho medo, desconfio que meus pensamentos estejam apenas me defendendo de algumas dores... desconfio que me protejam de ver quem eu realmente sou. Mas o que é “realmente ser”, afinal? Concordo que é por demais relativo e subjetivo... Então talvez eu desconfie que meus pensamentos me protejam de ver o que eu realmente faço. Realmente fazer? O que torna um feito real? A materialidade dele? Não sei... Talvez não importe saber... Mas por que aceito viver com tantas dúvidas? Não sei... Na verdade não sei se aceito... ter consciência da sua condição não significa aceita-la. Mas por que não mudo? Por que não consigo me enganar, ao menos, e fingir que tenho muitas certezas? Sei do que o cérebro é capaz... Talvez eu já faça isso... Mas não devo fazer direito... Eu provavelmente fico insegura... E acabo duvidando de mim... Não entendo como vivem certas pessoas... Adiante e por cima de todas as questões... Talvez elas sim aceitem a dúvida de uma forma exemplar... Ou talvez elas nem tenham as dúvidas... O que pode ser mais provável... Espertas elas... Acho que só sabe fazer perguntas quem quer saber ou revelar alguma coisa... E pra que saber e revelar quando o que de melhor fazemos é sentir?!... Pra que saber e revelar quando já demonstramos não saber utilizar isso da melhor forma?! Talvez seja só por um desejo... Talvez seja egoísta. Talvez o inteligente tenha tornado-se tolo por tanto querer ler inutilmente... E talvez o tolo tenha tornado-se sábio por sequer dedicar tempo de vida a isto... Ou talvez não...

16 de janeiro de 2011

Mais um tanto de amor!

Todas as minhas coisas estão no chão e de forma desorganizada. Eu posso ver todas, mas ainda não sei como organizá-las. E é mais ou menos assim que andam os meus ideais. É ruim que estejam desorganizados, mas ao menos posso vê-los, não estão engavetados e nem escondidos. Estão ao meu alcance de olhos e mãos para que eu possa fazer algo por eles.

As coisas vistas todas juntas parecem demasiadamente complexas, devido às infinitas relações existentes entre elas. Mas se você olha uma a uma, com simplicidade, verá a verdade de cada uma. E logo começará entender das suas relações. Talvez também perceba que a verdade está contida em tudo, a mesma verdade.

Hoje senti medo sem pensar em fugir... porque o amor que sinto é cada vez maior, e na mesma proporção se mostra compensador.

E é engraçado como a melhor maneira de amar as pessoas é amando a si próprio. Porque o amor que você sente pelos outros está dentro de você. Se você não se ama, não ama o amor que sente, e assim ele não é emanado.

12 de janeiro de 2011

Declaração de Amor

Eu percebi que a rotina de escrever, essa "conversa constante comigo", tem feito com que eu não me distancie muito.

Hoje, nos momentos em que me senti sem ânimo mental, e sem toda inspiração que costumo ter para certas coisas, eu quis recorrer a essas coisas que nos alteram. Essas coisas que nos fazem perder a vergonha de nós mesmos, já não nos deixam nos ver direito.

Eu quis, mas percebi que estava me enganando. Porque não poderia ser dali que viria minha inspiração. Eu quero MINHA inspiração, e não quero mais ter vergonha de mim. Mas se for preciso eu a sinto.

Quando pensei na Talita sem noção, lembrei da Talita triste, sem saber o que fazer, E eu, agora, quero muito ajudá-la. Sem saber para onde estava indo, ela me acompanhou fielmente até hoje. Não posso deixá-la sofrer por medo.

Também pude perceber que é da MINHA ajuda que ela precisa. Por isso esteve me seguindo sem desistir, sempre me lembrando de como ela se sentia sozinha ... e era quando mais mal eu me sentia.

E quantas vezes quis soluções de outros que nem me queriam bem, com ela ali do meu lado?!

Hoje posso sentir esse amor ... E consigo ter forças por ele!


Eu ainda me "tenho",eu ainda me amo, e isso é maravilhoso. Não quero mais me deixar mal, o que preciso é de bom astral. Porque eu acredito em mim, acredito no que acredito, e quero banhar o mundo com isto. Então eu vou ter coragem, coragem de ser quem sou, e de estar ao meu lado, porque eu preciso do meu amor.

Além do cansaço ...

É difícil se sentir feliz quando se está cansado, mas devemos insistir ...

O amor, a felicidade, a vida. Qualquer quantidade desses três já vale ... vale passar por este mundo complicado.

E eu sinto que minha vida, até agora, já valeu muito, incrível. E quanto mais vivi, mais percebi que é o amor a parte de Deus que podemos sentir por aqui ... claramente!

7 de janeiro de 2011

Separando as coisas ...

Hoje estive pensando sobre "separar as coisas".

"Separar as coisas" é uma tarefa realmente difícil de executar. Sempre nos embaraçamos.

Isso porque as coisas não SÃO e nem ESTÃO separadas. Elas estão todas relacionadas.

Separar portanto é ignorar, fechar os olhos e desconsiderar algumas dessas ligações, para que se possa focar melhor em outras delas. as mais importantes para nós, normalmente.

E em todas nossas atitudes racionais, nós costumamos querer fazer essa "separação das coisas", o que pode nos fazer percerber que o nosso racional sempre está incumbido de uma intenção. E esta última é quem dirá quais ligações devem ser priorizadas.

Somos inerentes ao nosso pensamento, logo ao nosso racional, e logo às nossas intenções. E essas podem ser conscientes ou inconscientes, medidas ou inconseqüentes.

Isto me fez questionar se o "separar as coisas", associado a racionalidade, é fatídicamente sábio, como costuma ser tratado.

6 de janeiro de 2011

De 06-01-2011

Hoje nem havia pensado sobre escrever. Primeiro porque não tive momentos propícios. E segundo porque quando estamos tranquilos costumamos não querer ou não precisar dizer muito. E é assim ou quase assim que eu me sinto.

As vezes tenho receio, talvez até medo, de diminuir tudo que sinto tentando colocar em palavras. Mas também é verdade que alguma via há de haver.

Tem outras coisas que que parecem aumentar quando traduzidas em palavras. E estas são fáceis. Ou não. Porque podem ser pequenas apenas porque queremos que sejam assim. E daí as palavras a dão evidência maior que a ideal.

Mas, de qualquer forma, os sentimentos nunca caberão apenas em palavras. E hoje eu poderia diminuir muito o que sinto. Então me observe não dizer nada ...


rs


Ou melhor ...

Eu queria dizer que me sinto bem.
Me sinto tranquila. E isto parece coisa da tal sublimação de energia. Do amor.

Ando tendo bastante liberdade para conseguir me apoiar mais em mim. E mesmo que seja ilusão. Me faz sentir bem por agora.

3 de janeiro de 2011

De 01/01/2011 - O amor e a peça!

Para prosseguir com a minha leitura, eu tive que pensar um pouco sobre o amor. Incrível...

_____

Amor, energia, a vida, os acontecimentos... É inexplicável ainda as formas como essas coisas andam se conectando em minha mente.

______

Sempre que estou me direcionando a algo, uma imagem qualquer é formada em meu tempo e espaço mental, e conforme aprimoro aquilo, a imagem vai ficando mais nítida, com mais detalhes. E eu sei que de forma ou de outra a verdade está impressa ali. E que eu estou sempre prestes a desvendá-la.

Até quando chega na etapa definitiva, e eu percebo que falta algo. Ao menos sinto que falta algo. E é aquela “peça”...

Aquela que não está acessível. E que sempre faltará para completar as frases, as imagens, os quebra-cabeças...

Mas mesmo assim, eu admiro o quanto posso aquela figura incompleta. Às vezes agradecendo inconscientemente pelo fato dela estar assim, truncada. E eu agradeço pelo quase fim...

...

E então eu me entedio, reclamo por não poder sair dali enquanto olho, vejo, admiro e cuido daquela imagem que apurei. Mas ainda insatisfeita fico... Porque acho um desperdício esquecer-me daquele meu tempo de avanço...

Até me lembrar de novo, mais uma vez, que se eu quiser me mexer, é claro que terei de desfigurar a imagem... O que também só é possível porque sempre faltou uma peça. (Senão tudo teria sido definido, lacrado)

Daí posso usar meu tempo, espaço e liberdade para ir para qualquer direção novamente.
_____

E essa peça, ou a falta dela, que é o que por vezes me desespera... Também é o que me dá esperança...

Seu espaço é preenchido de forma imaginária pelo que se escolhe. E é o que me livra do fim, do completo. É o que permite ainda as coisas se movimentarem.

E me parece que no mundo, me deixaram o amor em troca da falta que aparenta fazer a capacidade de palpabilidade dessa tal peça...

26 de dezembro de 2010

Tendo e não tendo!

Agora eu estou mais tranqüila. Estou mais calma.

Acho que me sinto assim quando me sinto sem nada.

Quando sinto como se estivesse tudo de certa forma perdido.

Daí sou obrigada a me tranqüilizar, porque não tenho mais nada a perder, então não há porque desespero.

Até porque o “ter” é mera ilusão não é mesmo?

E talvez essa sensação de “não ter” seja eu fingindo que compreendo isso realmente.

rs
_________________________________

25 de dezembro de 2010

Será isso?

Realmente, agora parece que nada me leva para muito longe da minha consciência.

E eu sempre tenho que voltar, mesmo que tente evitar ou prorrogar.

Mas já ficou muito cara essa minha pesquisa. Essa minha fuga. Esse meu disfarce.

E me sinto devendo ao mundo. Devendo-me. Devendo-me ao mundo.

E quando penso, me desespero. Parece tarde.

__________________________________

Mas há pouco me vi andando como quem não queria chegar.

Porque eu estava voltando. E me flagrei fugindo.

Eu me vi sem vontade de mim. Tive vergonha, tive tristeza.

E como é que vou olhar para minha cara?

_________________________________

23 de dezembro de 2010

Raiva

Eu estive querendo exteriorizar algo que não consegui. Digo nas últimas horas, últimos momentos talvez. E já se trata de outra coisa.

Existe um tipo de raiva contido em mim recentemente. E não sei canalizar. Isso me consome.


______________________________________________


Por que é que quando nos sentimos extremamente feridos por alguém nós não pensamos em quando ferimos alguém seriamente?

Hoje eu experimentei fazer isso. E dói.

Porque é você pensar na situação de agressão enquanto sente uma dor por ter sido agredido. Fácil condenar o agressor. Mas se você, neste momento, coloca o seu rosto na figura de quem agride, você conseguirá facilmente se condenar, porque sente a dor que aquilo causa.

E ninguém quer se condenar, não é mesmo? É mais fácil só querer e se dizer enxergar as nossas razões.

Eu nem sei se esta situação que coloquei pode fazer realmente bem, por acarretar certa culpa a si mesmo a quem faz. Mas parece nobre agir desta maneira. Porque acaba não dando vontade de agredir mais ninguém. Sei que já é de minha essência, mas isso me faz ver muito mais sentido em o fazer.


______________________________________________



Eu perco o sono. É essa raiva contida em mim. Essa sensação de impotência. Porque eu não posso fazer nada com uma raiva deste nível assim. Eu só posso tentar convertê-la. Mas convertê-la em quê? Convertê-la como? Quando esse nosso extinto animal quer mesmo é destruir... quer se vingar.

Como construir? O quê construir?

Penso que já que tendo a levar comigo o “me sentir culpada” quando lembro do que a minha raiva quer fazer com as pessoas, e que faço isso sem querer me preocupar com a culpa dos outros, então em contrapartida desta raiva eu posso é construir em mim. Como um tipo de merecimento. Mesmo que seja tão perigoso e delicado julgar sobre merecimento.

Essa raiva talvez possa ser uma revolta, se ela mudar alguma coisa. Ela pode ser uma revolução, se ela mudar tudo. Ela pode ser chamada de tristeza, se eu não me sentir forte pra fazer algo por ela. Pode ser chamada de devaneios de alguém “doente” se eu sair por aí a exteriorizando sem foco. Pode ser chamada de força se eu conseguir convertê-la em coisas boas. Ela pode ser chamada muitas coisas...

Essa raiva reflete minha inconformidade com a dor que nos causamos.

E eu sei do que eu queria que ela fosse. Eu queria ser nobre. Eu queria ser grande. Eu queria ser boa. E queria aproveitar esta energia.

E eu preciso saber ...

E eu preciso olhar mais seriamente pra mim, já que penso em me ajudar...

As vezes eu não consigo, aliás na minha vida eu consegui muito pouco fazer isso.

Mas hei.