3 de janeiro de 2011

De 01/01/2011 - O amor e a peça!

Para prosseguir com a minha leitura, eu tive que pensar um pouco sobre o amor. Incrível...

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Amor, energia, a vida, os acontecimentos... É inexplicável ainda as formas como essas coisas andam se conectando em minha mente.

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Sempre que estou me direcionando a algo, uma imagem qualquer é formada em meu tempo e espaço mental, e conforme aprimoro aquilo, a imagem vai ficando mais nítida, com mais detalhes. E eu sei que de forma ou de outra a verdade está impressa ali. E que eu estou sempre prestes a desvendá-la.

Até quando chega na etapa definitiva, e eu percebo que falta algo. Ao menos sinto que falta algo. E é aquela “peça”...

Aquela que não está acessível. E que sempre faltará para completar as frases, as imagens, os quebra-cabeças...

Mas mesmo assim, eu admiro o quanto posso aquela figura incompleta. Às vezes agradecendo inconscientemente pelo fato dela estar assim, truncada. E eu agradeço pelo quase fim...

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E então eu me entedio, reclamo por não poder sair dali enquanto olho, vejo, admiro e cuido daquela imagem que apurei. Mas ainda insatisfeita fico... Porque acho um desperdício esquecer-me daquele meu tempo de avanço...

Até me lembrar de novo, mais uma vez, que se eu quiser me mexer, é claro que terei de desfigurar a imagem... O que também só é possível porque sempre faltou uma peça. (Senão tudo teria sido definido, lacrado)

Daí posso usar meu tempo, espaço e liberdade para ir para qualquer direção novamente.
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E essa peça, ou a falta dela, que é o que por vezes me desespera... Também é o que me dá esperança...

Seu espaço é preenchido de forma imaginária pelo que se escolhe. E é o que me livra do fim, do completo. É o que permite ainda as coisas se movimentarem.

E me parece que no mundo, me deixaram o amor em troca da falta que aparenta fazer a capacidade de palpabilidade dessa tal peça...

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